terça-feira, 13 de maio de 2008

Bolívia No Geral, Um Lugar Em Desenvolvimento!



Vista de La Paz - Bolívia



A Bolívia é um lugar estranho! Quem leu aqui sabe o que passamos no Uyuni, mas não é só isso!
Em La Paz achamos muito curioso o centro da cidade que mais parecia uma 25 de março a céu aberto, foto mesmo só na hora do city tour, mas ao contrário do que todo mundo diz, não vimos nenhuma chola fazendo suas necessidades no chão, aliás a cidade é muito limpa. Apesar de termos ouvido histórias de carros ingleses nos quais os bolivianos arrancavam a direção do lado direito do painel para colocar no lado esquerdo, não vimos nada disso nas ruas. Aproveitando o city tour, demos uma parada no Valle de la Luna para conhecer o lugar, que recebeu este nome não por causa da Lua, mas porque sua estrutura geológica lembra as crateras da Lua. Descobrimos um café muito gostoso que vendia aquela torta de limão com merengão em cima, igualzinha àquela que eu vi em Cusco - Peru, mas que acabei nem comendo; desta vez eu comi e estava deliciosa e bem rica!


Euzinha e o ônibus do City Tour por La Paz - Bolívia





A Thati quase nos braços do Morfeu!



Centro de La Paz à la 25 de março!



Uma típica Boliviana, as Cholas, bem limpinhas por sinal!





A beca dos guardinha boliviano!



O estado dos ônibus em La Paz!

Garotas no Valle de la Luna em La Paz - Bolívia

Torta deliciosa de limão com merengão!


Embora aqui no Brasil se fale muito mal do Evo Morales, a realidade é que a Bolívia está em progresso constante com o Evo, talvez por isso mesmo ele incomode tanto. As crianças vão na escola, as pessoas trabalham e compram suas casas próprias, as estradas começam a serem asfaltadas, e assim a economia vai melhorando. Não há mendigos, crianças de rua ou outras coisas do gênero; tudo bem também não tem muita água, mas aí a história já é outra.




Presidente da Bolívia: Evo Morales



Estradas em processo de alfaltamento na Bolívia! Dale Evo!


Nosso hostal em La Paz não era muito limpo, mas o café da manhã era gostoso, a internet rápida e liberada, o quarto confortável e a localização excelente.






Café da manhã 'gostosinho' no Hostal Capacabana!


Nosso quarto no Hostal Copacabana


Já no Uyuni a situação não foi tão boa assim! Tivemos probleminhas com nosso hotel e com banho, mas vocês estão casados de ouvir essa história. A cidade em si é bem precária, com ruas de terra e muito camelódromo. A rua principal é devotada aos turistas e tem alguns restaurantes gostosinhos. As vezes a pizza pode ser dura e a crepe pequena, mas ainda é suportável. As casas de câmbio trocam basicamente só dolar, a internet é cara assim como as ligações para o Brasil, mas se você está lá no meio do nada o jeito é pagar mesmo.



Para terem uma idéia de como é a cidade de Uyuni na Bolívia!


Eles não dão desconto em nada, então quando tive de ligar para minha mãe de Potosi, exige meus 10 centavos de troco, fiz a mulher por a loija a baixo mas consegui. Bom, estou aplicando essa tática aqui em SP também. Nada de balinhas ou "posso ficar devendo?", eu quero é grana.


Tive de ligar para minha mãe porque inteligentemente saquei 4000,00 bolivianos na rodoviária de Potosí, no lugar de 400,00, o que deu mais ou menos uns 940,00 reais, dinheiro que eu não tinha em conta. Mama me salvou e eu troquei tudo por euros. Mas por alguns momentos, depois de passar o estress de ter feito burrada, eu me senti "rica allá"!




"Soy Rica Acá!"


O Salar do Uyuni é outra história! O que é aquilo! Uma loucura em plena América!


Salar do Uyuni - Bolívia



Antes de chegar ao Salar passamos por um cemitério de locomotivas, o guia nos contou uma história interessante do lugar, mas infelizmente não lembro com detalhes. Era mais ou menos assim, um ladão de banco americano, qualquer coisa Cassidy assaltou a locomotiva da foto ou fugiu com o dinheiro nela, na verdade não prestei muita atenção quando ele contou, agora faz falta! Mas ele disse que o governo não deu muita bola pra história e não conservou a locomotiva, agora ela está sendo comida pela ferrugem! Uma pena ou não!






Quase sendo atropelada pela locomotiva do Cassidy!





Me sentindo a Evita!




O lugar é tão branco que dói a vista se ficar sem óculos escuros. O prórpio nome já diz, é um lugar de extração de sal mesmo, funciona mesmo, vimos as pessoas trabalhando, além de ver o hotel de sal, o tijolo de sal, as montanhas de sal, o dadinho de sal, foi passear no topo do jipe tendo como horizonte apenas brancura. Foi uma sensação indescritível ali em cima.



Olha que branco!






Tudo de sal, menos a modelo, claro!



Jogo de perspectiva!




Depois de tudo isso, ainda paramos num lugar para tirar fotos e conhecer um parque. Ali almoçamos e surpresa, era carne de alpaca! Nós que a viagem inteira reisitimos a comer as pobrecitas das llaminhas, agora não tinhamos como escapar! A Thati ficou com pena e não comeu muito não, mas eu não sabia qual seria a minha próxima refeição, então mandei ver na llama, no macarrão, na salada!



Llaminha gostosa!




Ainda tiramos aquelas fotos fenomenais sem perspequitava aonde tudo está perto mesmo a léguas de distância porque a brancura do lugar faz os olhos perderem qualquer parâmetro de medidas ou distâncias. Ainda deixamos uma oferenda para a PachaMama que em troca nos forneceu um almoço delicioso.








Jogos de perspectiva!



Oferenda à PachaMama!


O único ponto chato, se podemos dizer assim, foram nossos companheiros de jipes! Uns caras de Dublin, bêbados de rum! Eu, infelizmente, por entender inglês, tive de ir ouvindo as histórias das sacanagens que eles fizeram! As vezes é preferível ser surdo!



Antes de ficarem completamente bêbados, os irlandese tiraram esta foto para nós!


De volta a cidade, eu e a Thati conseguimos nos perder pela segunda vez numa cidade que tem apenas uma rua que sobe e outra que desce. Enfim, isso acontece!



Pegamos nossas coisas, paramos numa pizzaria para comer uma pizza meio dura, escovar os dentes e fazer hora até chegar o momento de pegar o trem para Villazon. Eu adoro andar de trem, e esse foi show mesmo! Se tivesse dado pra tomar banho teria sido perfeito! O banheiro era limpo e o nascer do sol foi inesquecível, e o café da manhã, com bolachas, bolinho bebezinho, café com leite super gostoso!

Matando a fome com pizza meio dura mas gostosa no Uyuni - Bolívia




Nascer do Sol em Villazon - Bolívia



Café da manhã de rainha no trem!




Depois da bonança veio o estress. Descobrimos que não existia ônibus direto da Bolívia para o Paraguai. Tivemos de ir a pé até a fronteira da Bolívia com a Argentina e de lá pegamos um ônibus para a Argentina, Salta para conseguir chegar até Iguazu e de lá para Ciudad del Este no Paraguai.

Na fronteira o fato de eu ser brasileira e pertencer ao Mercosul me poupou o trauma de tirar tudo de dentro da minha mala, não que eu carregasse algo ilegal, mas tava tão bem arrumada, que só a idéia de arrumar tudo novamente me dava enfado. O tiozinho da fronteira foi super simpático e explicou que até o Paraguai ia ser "un viaje muy largo" o que já foi nos desesperando porque nos haviam dito que seriam apenas algumas horas de viagem!

Em Sal ta correu tudo bem, mas isso já é história para um outro tópico, mas detalhado do que esse que já consta aqui!


É isso aí!

2 comentários:

Laudelino Lucas disse...

Parabéns que materia maravilhosa, realmente falam muita coisa da Bolívia, mas, a realidade não é assim, não é uma populacão porca, as criancas frequentam a escola, sem contar que muitos brasileiros -como eu- vão a Bolívia estudar medicina, odontologia e etc.
muitobom o blog de vocês parabens.
meu blog é http://relatosbrbo.blogspot.com/

Laiza Barufi disse...

Mônica, trabalho com o Ricardo Caiado Abbamonte, e vimos seu blog onde fala um pouco dele e ele ficou interessado na matéria que escreveu sobre sua tragetória na américa do sul, enfim e pediu para ue entre em contato com ele ou comigo mesmo nos emails, laiza_31@hotmail.com ou penaestrada@xmkt.org.br, e tbm nos cel. 11-63333512 ou 11-98484764.
Muito bom o seu blog gostamos muito mesmo.
Um grande abraço e esperamos contato. Ah meu nome é Laiza.